sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Hoje, você é " Chef por 1 dia"


  “O segredo é amar a vida e uma boa refeição”.
                                   Atriz italiana SOPHIA LOREN explicando a sua beleza e a longa vida.


Alho Negro
 
Hoje, irei falar  sobre  curiosidade gastronômica: o “alho negro”.
A origem do “alho negro”  é controversa.
Tudo indica que esse desconhecimento tenha se devido ao fato de o assunto não ter causado interesse, até o citado ingrediente ter virado  moda e estimulado disputa de mercado entre japoneses e coreanos.
Nos dois referidos países, o alho negro é considerado ingrediente muito saudável por conter alto teor antioxidante.
Cada país têm argumentos próprios em defesa da respectiva posição.
Os coreanos, por exemplo,  adoram legumes e verduras fermentadas.
Afirmam que o processo de fermentação caseiro que utilizam, em pote de barro, serviu de inspiração ao método que transformou o alho em vedete gastronômico.
Por outro lado, os japoneses, que sempre opuseram  resistência ao uso alho, trabalham com bom trunfo.
A coloração negra do alho  é obtida em estufa por meio do controle de temperatura e umidade.

Alho Negro
 
É doce, frutado e macio, afirmam.
Quem diria que essas boas qualidades do alho seria reconhecido ?
Apresentando casca dourada e dentes escuros, poderá  levar a crer  que esteja queimado ou apodrecido.
Mas, tal como vinho, o alho negro ficará  ainda melhor com o passar do tempo.
A história faz segredo sobre a procedência da técnica de preparo do alho negro, assim como o fazem aqueles que dominam o processo.
No entanto, o que se sabe de concreto,  é que coreanos e japoneses disputam a condição de “fundadores”  dessa  iguaria.
Tem-se, contudo, que  há referências sobre um pesquisador japonês que teria “inventado” a utilização gastronômica do  alho em 2005.
Com efeito, consta que foi justamente no Japão, no ano de 2007, que o famoso chef espanhol Ferran Adriá   teria provado o alho pela primeira vez.  
De concreto, somente há a certeza de que o ingrediente é novo tanto para os orientais quanto para os ocidentais e que, só recentemente,  atraindo os olhares do mundo, escreveu o  seu primeiro capítulo.
No Brasil, uma única produtora domina a técnica de  transformar  o alho comum em alho negro: é  Marisa Ono, que opera  num sítio em Ibiúna, SP.
Para fabricar o alho negro, faz-se  necessário selecionar e utilizar as melhores cabeças do alho comum.
Após escolhidas, são mantidas em estufa por cerca de  três semanas a um mês.
Nesse período, são rigorosamente controladas a temperatura e a umidade, de modo a possibilitar atingir à  coloração e o ponto ideal de maturação do alho.
Concluída esse etapa e, bem conservado em embalagem e fechada na geladeira, o alho negro terá  validade de três meses.

Alho Negro
 
Detalhe importante: dentre as qualidades do alho negro destaca-se a da versatilidade na culinária, eis que poderá bem servido até em sobremesas.
O alho negro ainda é pouco conhecido no Brasil  mas, gradativamente,  vem sendo incorporado a nossa gastronomia.
Em São Paulo, por exemplo, a iguaria poderá  ser vendida, in natura, com Marisa, supracitada, ao custo de R$ 100,00 o kg.
Faz entrega por correspondência, adicionado os custos de frete.

Um ótimo dia a todos!!!

2 comentários:

  1. tem aqui no Sao luis, mas custa 180 reais o kg.

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    1. Obrigado pela dica!!!
      Entao, mais um local onde pode ser encontrado o alho negro!
      :)

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